O quanto você ver, ouvir e sentir e interagir no mundo? Pratyahara

PRATYAHARA 

O quanto você domina dos seus sentidos!

Quanto você quer ver, ouvir, sentir e interagir com o mundo?

Pratyahara, fala ainda de um sexto sentido que é a mente; e de uma possível conexão dos sentidos à ela.

A mente capta através dos 5 sentidos, as sensações, sentimentos, e transforma em pensamentos. Se o pensar for puro como numa criança, tudo certo. Mas o nosso pensar já não é tão puro, já somos tomados por padrões, crenças, julgamentos e aí perdemos muitas vezes a rota e entramos em atalhos. Ficamos escravos.

Os Sentidos estão para nos orientar a uma observação, uma percepção, uma vivencia e orientação em nossas vidas. Os animais usam instintivamente, e nós humanos precisamos aprender a usar inteligentemente, humanamente, verdadeiramente para vivenciar o dia a dia, mas eles também podem ser suprimidos para acessarmos o nosso desconhecido mundo interior.

Quanto mais silenciosa for a sua mente, mais silencioso você será e mais poderá ouvir, ver e sentir internamente.

Os nossos sentidos são nossas portas e janelas de conexão com o mundo externo e interno. 

Corrigir as partes caóticas de nossa relação com o mundo, já nos daria orientações incríveis durante o nosso dia, nossas ações, os passos mais elevados nos levariam a permitir os sentidos pacíficos para adentrar no mundo interior, são degraus.
Temos nossos sentidos já bastante escravos de nossos padrões e crenças mentais. Primeiro preciso desta organização com o mundo em que vivo, depois a liberdade de unir o mundo externo ao interno.

Estamos tão congelados que quando encontramos alguém e perguntamos: como você se sente? E a resposta vem muito rápida, você está sendo reativo e pode não estar traduzindo o que realmente sente.

Quando pergunto e a resposta é reativa, é como se sua mente fosse lá dentro de você e pegasse o primeiro padrão que está na superfície. Já reparou quando chegamos num lugar e perguntamos a uma pessoa: – E aí tudo bem com você? E ela responde rápido. – Tudo! Muitas vezes aquilo não coincide com o rosto de cansaço ou tristeza que ela expressa.

Então usar os sentidos como um caminho de dentro para fora e de fora para dentro de nós, é uma arte a ser exercitada.

Existe aí um conhecimento profundo que maioria das vezes fica desperdiçado ou não utilizado. 

O palavra domínio no Yoga, está muito interligada a retirada das identificações, dos padrões, das crenças, e promover um encontro com a essência, a pacificação.
Quando já houver a capacidade de dominar a minha mente em suas identificações, surgirá o estado natural da mente, que é um estado de paz. Então eu posso ver, ouvir, sentir e interagir com mais veracidade e conexão com o mundo e comigo mesmo.

Se “dominássemos” nossa visão poderíamos ver além das aparências;
Se “dominássemos” nossa audição poderíamos ouvir o oculto das entrelinhas,
Se “dominássemos” o paladar escolheríamos qualidade e quantidade perfeitas e adequadas ao no corpo.
Se “dominássemos” o olfato, perceberíamos o fluxo de nossa respiração.
Se “dominássemos” o tato, perceberíamos a abundância das sensações mudando a cada coisa que acontece. 

No Yoga, pratyahara é o quinto passo , dentro dos oito passos da escola de Patanjali. 

Compreendemos o nosso corpo físico como um templo sagrado. Somos seres espirituais, trilhando um caminho material, em busca de evolução.

Recebemos uma educação básica de vida básica para a sobrevivência. Para evoluirmos depende de nós. 

Mas a educação energética, emocional e mental e espiritual, para nos desenvolvermos como seres humanos em evolução, é responsabilidade de cada um de nós. É uma responsabilidade pessoal e intransferível, e você precisa se preparar para tomar as rédeas da sua vida e caminhar para descobrir os tesouros que tem dentro de você.

Os sentidos são portais de comunicação com o mundo. Te permitem estar, interagir e conectar dentro e fora. E isso produz um poder pessoal e a capacidade de administrar uma vida de valor.

Poderíamos tranquilamente, com esses e outros cuidados viver até 120 anos com saúde e lucidez mental, mas nos intoxicamos de tantas formas, que depois, temos mesmo que cuidar das doenças, ou de um corpo e mente sem vitalidades nem consciência. Isso tudo e muito mais doloroso e difícil do que decidir evoluir e se desenvolver.

Foi observando muitos desses sofrimentos na vida das pessoas, que, Gautama Sidartha, o Buda (o desperto), iniciou sua caminhada evolutiva na Terra. Algo tocou a sua sensibilidade e o fez buscar solução. E ele era o experimentador e achou a solução dentro dele, ele também usou todos esses códigos de ética e moral e conseguiu alcançar poderes pessoais que o levaram tão longe e até hoje nos beneficia.

O fato é que sempre tem um primeiro passo, talvez você não esteja buscando a Iluminação, mas um primeiro passo de perceber-se menos reativo ao tomar seu tempo para sentir, falar, ver e ouvir ou simplesmente algumas respirações antes de se alimentar, já pode te trazer benefício na vida.

Fica aqui um estimulo: Pergunte-se agora mesmo: – Como eu me sinto? E não responda rápido, vá para dentro de você e avalia o que está se passando aí dentro e só depois dessa investigação se responda.

Namastê!
Exemplo de imagem
Inscreva-se aqui para receber todas as nossas novidades 
e novos posts!
Insira seu e-mail abaixo para receber nossas novidades

SIGA A GENTE NO FACEBOOK